INDICES ANUAIS DE EVASÃO

maio 30th, 2011

ÍNDICES ANUAIS DE EVASÃO
O cálculo da evasão escolar pode ser feito de várias maneiras, cada uma delas tendo seu próprio significado.
Por exemplo, é possível acompanhar a vida de cada estudante ao longo de sua trajetória no curso, individualmente, estabelecendo-se uma estatística a posteriori sobre o tempo médio de titulação dos estudantes, os índices de evasão anual do curso ou da IES, do índice de reprovação, etc.
É a forma mais precisa e detalhada de se estabelecer os indicadores acadêmicos de um curso.
No entanto, nem sempre as trajetórias dos estudantes podem ser traçadas com este grau de detalhe. Por exemplo, se desejarmos obter informações sobre o fluxo acadêmico a partir de censos da educação, é preciso adotar critérios globais, ou macros, para o levantamento dos dados, como o número total de matrículas, número de ingressantes, concluintes, etc. É a que se chama estatística da coorte.
Isto significa que a informação será diferente da estatística da coorte, uma vez que, por exemplo, um aluno que saia e seja substituído por outro, via transferência, mantém o número de matrículas constante, na estatística global, mas a coorte indica a saída de um estudante e o ingresso de outro.
Na média, a estatística global, por ser a única amplamente disponível, oferece indicadores que refletem a situação aproximada dos fluxos acadêmicos. É, no entanto, preciso definir com clareza as expressões para o cálculo de indicadores, e aceitar que são aproximações da realidade.
Para utilizar indicadores globais, defini-se, por exemplo, a tava de conclusão de curso com a relação entre os concluintes em um determinado ano e os ingressantes correspondentes ao em que um estudante que concluísse o curso no ano em questão sem repetições nem saltos teria ingressado no curso. Em um curso de quatro anos, T=C(n) /I(n-3).
Da mesma forma, a evasão anual está ligada à relação entre os estudantes que se matricularam e os que poderiam se rematricular no curso em um determinado ano.
Quem dos alunos poderia se rematricular no ano seguinte? Os matriculados no ano em questão menos os concluintes neste ano: M(possíveis) = M(n)-C(n) (número de matriculados no ano n menos o número de concluintes naquele ano. Quem dos veteranos efetivamente se matriculou? A resposta é semelhante: M(reais) = M(n+1)-I(n+1) (número de matriculados no ano n+1 menos o número de ingressantes naquele ano). A evasão anual é: dada por Evasão = 1- [M(n+1)-I(n+1)]/[M(n)-C(n)] (como fração. Para calcular em porcentagens, multiplicar por 100).
Não há dúvidas quanto ao número de matrículas e de concluintes. No entanto, no que diz respeito à subtração do número de ingressantes, há vários casos a considerar:
1. Toma-se o total de ingressantes, que se matricularam por processos seletivos, por transferência de IES ou por transferência de cursos em uma mesma IES, por outros processos, como transferência ex-officio. É o que se chama de evasão anual, mas na verdade, é a evasão anual média por curso, EC.
2. Exclui-se da contagem de ingressantes os que mudaram de curso, mas permaneceram na IES. É a evasão média por IES, EIES.
3. Exclui-se, adicionalmente, os que se transferiram de IES. Estes alunos se afastaram do sistema de ensino correspondente. É a evasão média do sistema, ES. No caso do ensino superior, é o percentual de estudantes que abandonaram seus estudos universitários naquele ano. Em alguns casos, o estudante não pede transferência e se submete a novo processo seletivo. Neste caso ele também é considerado como tendo abandonado o sistema, por não haver informação detalhada sobre estes casos.
Considerando dados do período 2007-2008, obtém-se para a evasão média anual do ensino superior do Brasil:
1. EC=22,2% (abandonaram seus cursos)
2. EIES=20,3% (abandonaram suas IES)
3. ES=17,7% (abandonaram o ensino superior, alguns podendo ter retornado por meio de novo processo seletivo).

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1 Comentário

  1. HibeAmibiafaw

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